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Acesse: Oração à Rainha Celestial para cada dia do mês de maio

A alma à pequena Rainha Celestial:

Aqui estou novamente ao seu lado, minha Querida Menininha, na casa de Nazaré: quero ser espectadora da sua idade infantil. Quero dar-lhe a minha mão enquanto dá os primeiros passos e fala com a sua santa mãe Ana e com o seu pai Joaquim. Pequenina, depois de ter sido desmamada, enquanto se move, ajuda a santa Ana nas pequenas tarefas. Minha Mãezinha, quão querida e quão especial é para mim! Dê-me as suas lições para que a possa seguir na sua infância e aprender como viver, mesmo nas menores das ações humanas, no Reino da Divina Vontade.

Lição da pequena Rainha do Céu:

Minha querida filha, meu único desejo é mantê-la perto de mim. Sem você, sinto-me sozinha; e não tenho a quem confiar meus segredos. Portanto, são meus cuidados maternos que procuram, ao redor de mim, a minha filha, que tenho em meu Coração, para lhe dar minhas lições e, assim, fazê-la compreender como se vive no Reino da Divina Vontade.

Neste Reino, o querer humano não entra. Permanece algemado e em ato de sofrer contínuas mortes diante da luz, da santidade e da Potência da Vontade Divina. Mas você acredita que o querer humano está afligido porque o Querer Divino o faz morrer continuamente? Ah! não, não; porque, sobre sua vontade morrente renasce e surge a Vontade Divina, vitoriosa e triunfante sobre a sua, e Essa traz alegria e felicidade sem fim. Basta compreender, querida filha, o que significa se deixar dominar por Essa e prová-lo para fazer que a criatura deteste a sua vontade, tanto que se despedaçaria em vez de sair da Vontade Divina!

Agora, escute-me, afastei-me do Céu só para fazer a Vontade do Eterno, embora eu tivesse meu Céu dentro de mim, que era a Divina Vontade, e eu era inseparável do meu Criador. Agradava-me estar na pátria celeste. E ainda mais, com a Divina Vontade em mim, sentia os direitos de Filha, de estar com Eles, cuidada como uma criança em seus braços Paternos, e de participar de todas as alegrias e felicidade, riqueza e santidade que as Pessoas Divinas possuíam, tanto quanto eu podia participar, preenchendo-me a não poder conter mais. O Ser Supremo se alegrava em me ver, que eu, sem medo, antes com o maior amor, me enchia de seus bens; nem me maravilhava de que me deixassem levar o que queria. Eu era filha! Uma só era a Vontade que nos animava; e o que Eles queriam, eu queria. E então sentia que todo o patrimônio do meu Pai Celestial era meu. A única diferença é que eu era pequena e não conseguia abraçar nem tirar todos os seus bens. Enquanto os tomava, restavam tantos que eu não tinha capacidade de onde colocá-los, porque era sempre criatura. A Divindade, por outro lado, é grande, imensa, e em um único ato abraça tudo.

E assim, apesar disso, Eles me fizeram entender que eu deveria me privar de suas alegrias celestiais e dos abraços puros que trocamos, e logo partir do Céu para ficar com meus queridos pais.

Meus pais me amaram muito; eu era toda amável, agradável de contemplar, alegre, pacífica e cheia de graça infantil, de modo a receber seus carinhos. Estavam atentos sobre mim; era o tesouro deles. Quando me levavam nos braços, sentiam coisas incomuns e uma vida divina palpitando em mim.

Agora, filha do meu Coração, você deve saber que, ao iniciar minha vida aqui na terra, a Divina Vontade estendia Seu Reino sob todos os meus atos; de modo que minhas orações, minhas palavras, meus passos, a comida, o sono, as pequenas tarefas nas quais ajudava minha Mãe, eram todas animadas pela Divina Vontade. E como eu levava você no meu Coração, chamei-a como minha filha, em todos os meus atos. Liguei seus atos aos meus, para que, também em seus atos, até nos indiferentes, se estendesse o Reino do Querer Divino.

Perceba o quanto eu a amei. Se eu rezava, colocava suas orações nas minhas, de modo que elas fossem valorizadas por um só valor e Potência, que eram o valor e a Potência de uma Vontade Divina. Se eu falava, chamava a sua palavra; se eu caminhava, chamava os seus passos; e se fazia as pequenas ações humanas indispensáveis à natureza humana, como pegar água, varrer, ajudar a levar a madeira à minha mãe para acender o fogo e tantas coisas semelhantes, eu chamava esses mesmos atos seus para que fossem valorizados de uma Vontade Divina e nos meus e nos seus atos se estendesse o seu Reino. E enquanto a chamava em cada um de meus atos, chamava o Verbo Divino para descer sobre a terra. Ah! quanto a amei, minha filha! Eu queria que seus atos fossem nos meus, para lhe fazer feliz e deixá-la reinar junto comigo. E, quantas vezes eu chamei por você e seus atos; mas, para minha maior tristeza, os meus permaneceram isolados, e os seus os vi perdidos na sua vontade humana, que – horrível dizer – formavam um reino que não era divino, mas humano: o reino das paixões e o reino do pecado, da infelicidade e do infortúnio. Sua Mãe chorou sobre seu infortúnio e todo ato de vontade humana que você fez, sabendo onde o reino da infelicidade lhe levaria. Minhas lágrimas ainda fluem para fazer você entender o grande mal que faz.

Portanto, ouça a sua Mãe: se fizer a Divina Vontade, como por direito, você receberá alegrias, felicidade; tudo será em comum com o seu Criador. Fraquezas, misérias, serão banidas; e, então, você será a mais querida das minhas filhas. Eu vou mantê-la no meu próprio Reino para deixá-la viver sempre de Vontade Divina.
A Alma:

Santa Mãe, quem pode resistir em vê-la chorar e não ouvir suas lições sagradas? Eu, com todo o meu coração prometo, juro, de nunca, nunca mais fazer a minha vontade. E a Senhora, Divina Mãe, não me deixe nunca só, para que o domínio da sua presença possa esmagar a minha vontade, fazendo-me reinar para sempre na Vontade de Deus.

Pequena flor:

Hoje, para me honrar, você me dará todos os seus atos, para me fazer companhia nos meus anos infantis, fazendo-me três atos de amor em memória dos três anos que eu vivi com minha mãe, santa Ana.

Jaculatória:

Poderosa Rainha, envolva meu coração para encerrá-lo na Vontade de Deus.