O processo de Beatificação

Após a morte de Luísa, em 1947, seguiu-se um período de cerca de 20 anos de diminuto interesse em seus escritos, embora sua memória tenha sido mantida viva por vários testemunhos de pessoas que relataram, com fervor e convicção indescritíveis, como foram tocadas e como suas vidas foram mudadas. Luísa viveu pelo que escreveu e disse.

Arcebispo Giuseppe Carata

Uma reviravolta notável começou no início dos anos 1970, com uma nova onda de interesse. Na década de 1980 o interesse aumentou significativamente. O Arcebispo Giuseppe Carata e a Irmã Assunta Marigliano fundaram a “Associação Luísa Piccarreta”, em Corato, Itália, com sede no próprio edifício onde Luísa viveu a maior parte de sua vida. O arcebispo Carata escreveu e fez viagens frequentes ao Vaticano em favor de Luísa.

Seu sucessor, o arcebispo Carmelo Cassiti, depois de assumir o cargo na Arquidiocese onde Luísa viveu, continuou diligentemente nestes esforços, tanto em Roma como na Arquidiocese. Na Festa de Cristo Rei, de 1993, ele abriu um Ano Santo de Oração para a vinda do Reino da Divina Vontade com uma Santa Missa celebrada na Capela da Associação, localizada no primeiro andar da sede internacional, no centro de Corato, localizado na Via Luísa Piccarreta, nome dado em homenagem a ela.

No início de 1994, a Igreja, após reuniões nos mais altos níveis, ordenou ao Cardeal Felici que enviasse a carta histórica (28 de março de 1994) da Sagrada Congregação para as Causas dos Santos a Sua Excelência, Dom Carmelo Cassati, declarando que não havia impedimento da Santa Sé para a abertura da Causa de Beatificação de Luísa Piccarreta.

Irmã Assunta

Em maio de 1994, seguindo o protocolo exigido, a Associação Luísa Piccarreta, com a assinatura de Ir. Assunta Marigliano, solicitou ao Arcebispo Carmelo Cassati que iniciasse a Causa da Beatificação de Luísa. No final de julho de 1994, o arcebispo Cassati assinou uma carta de louvor a Luísa, nomeando Mons. Felipe Posa como Postulador da Causa, ordenando-lhe que escolhesse os vice postuladores, formando, assim, a comissão oficial com toda a autoridade concedida pela Igreja. As observações do Arcebispo a respeito de Luísa apontaram que ela era uma Vítima do Amor, uma Vítima da Obediência, que tinha apenas um pensamento: o cumprimento da Divina Vontade.

A missão de Luísa na Terra sempre esteve em concordância com a Igreja Oficial. Por isso, no dia 20 de novembro de 1994, na Festa de Cristo Rei, a Santa Sé deu o seu “Nulla Obstat” (nenhum impedimento) à Arquidiocese de Trani-Barletta-Bisceglie, guiada por Sua Excelência, Mons. Carmelo Cassati, para a abertura oficial da Causa de Canonização. No dia 29 de novembro de 2005, Sua Excelência Mon. Giovan Battista Pichierri – Arcebispo da Arquidiocese naquela época -, encerrou a fase diocesana, recolhendo imensos documentos e testemunhos sobre a fama de santidade da Serva de Deus, iniciando assim, a fase romana da Causa.