Jesus em sua vida oculta na casa de Nazaré

 A virgem Maria comunica a Luísa Piccarreta como se vivia na casa de Nazaré: “Deves saber que a pequena casa de Nazaré foi para tua Mãe, para o querido e doce Jesus, e para São José, um verdadeiro paraíso. O Divino Querer inundava continuamente a Jesus e a mim com seus mares de Luz, de Santidade, de Amor, de Beleza e de Felicidade, enquanto São José continuava iluminado por nossos próprios reflexos. Querida filha, nesta casa de Nazaré triunfava o Reino da Divina Vontade”.

 

A lição da obediência

Na casa de Nazaré, entre os esposos e com o Menino Deus, respirava-se uma atmosfera de paz e união. A chave era a obediência e a submissão recíproca: “Entre nós, reinava suma paz e união, de modo que nos sentíamos honrados em nos submetermos reciprocamente; ainda meu Querido Filho competia conosco em obedecer e gozava quando percebia-se mandado nos mais simples trabalhos, fosse por São José ou por Mim” (Rainha do Céu no Reino da Divina Vontade, Meditação XXIII, Luísa Piccarreta).

 

A lição da oração

Em cada alimento que consumia, na água que bebia, sentia um “Te amo” para cada criatura que existiu, existe e existirá. Jesus, com cada gesto, quis nos ensinar a santidade. Por isso, unamo-nos à oração de Luísa, dizendo: “No alimento que tomas imprimo meu “te amo” para pedir-lhe o alimento de tua Vontade para todas as criaturas; na água que bebes coloco meu “te amo” para pedir-lhe que a água pura de teu Querer circule em nossas veias e forme sua vida em nosso interior” (Giros da Alma na Divina Vontade, XIV hora, Luísa Piccarreta).

 

A lição da dignidade do trabalho

“Todos os nossos atos, ainda mais comuns, como eram os concernentes ao trabalho manual, aos afazeres da casa, a preparação dos alimentos, eram igualmente animados pelo Querer Supremo. Desde o menor ato até o maior deles, brotava felicidade e beatitudes imensas, as quais se voltavam novamente em Nós, procurando-nos eflúvios de novos e indescritíveis contentamentos” (Rainha do Céu no Reino da Divina Vontade, Meditação XXIII, Luísa Piccarreta).

A Virgem Maria dizia sobre Jesus: “Quão comovedor era vê-lo ajudar com tanta prontidão o seu Pai adotivo nos diferentes trabalhos, e quanta admiração eu tinha ao observá-lo, quando descansava. Que imensos mares de graças para Ele, ao correr nesses atos tão comuns a favor das criaturas” (Rainha do céu no reino da Divina Vontade, Meditação XXIII, Luisa Piccarreta).

Jesus, trabalhando humildemente ao lado de seus pais na casa de Nazaré, nos mostrou a dignidade do trabalho e a santificação através da vocação de cada um em seu trabalho diário.