Texto: Thomas Fahy / Tradução: Guilherme Santos

Seja feita Tua Vontade assim na terra como é no Céu

Este pedido na Oração de Jesus ao Pai Celestial é da mais alta importância para a Glória de Deus e para o benefício da raça humana.

A Igreja Católica, fundada pelo Filho de Deus, Jesus Cristo, tem rezado esta Oração desde que foi ensinada aos apóstolos, não muito antes da morte e ressurreição de Jesus – há quase 2000 anos.

Este pedido tão importante de Jesus e sua Igreja está agora sendo cumprido em nosso tempo, começando com uma pessoa, e este cumprimento está agora se espalhando entre as almas por todo o mundo. O cumprimento deste pedido começou em 1889 com Luísa Piccarreta e está se espalhando para as almas pelo conhecimento do Reino da Divina Vontade contido nos 36 volumes do “Livro do Céu” que Nosso Senhor pediu para Luísa escrever durante um período de 40 anos, enquanto estava confinada à sua cama.

O cumprimento deste pedido, de que a Vontade do Pai seja feita na Terra como no Céu, requer um Dom especial, que Deus está disposto a conceder àqueles que verdadeiramente O desejam. Este Dom especial é chamado de Dom da Divina Vontade, que permite que alguém possua a Vontade da Santíssima Trindade e viva nela como os habitantes do Céu.

Este dom extraordinário foi dado imediatamente a Adão em sua perfeita e imaculada criação e depois à Eva, a qual Deus produziu do lado de Adão. Sem esse “Dom dos dons”, é impossível alguém fazer a vontade do Pai como é feita no céu ou possuir a semelhança original com Deus dada a Adão e Eva.

Com o Dom da Vontade Divina, Adão e Eva, no princípio, cumpriram o próprio Propósito da Criação. Eles viviam no Jardim do Éden, mas também no Lugar espiritual perfeito em Deus que Ele lhes designou na Ordem Divina. Suas almas eram felizes, santas e bonitas com a felicidade, santidade e beleza de Deus. Este era o estado original da humanidade, com a promessa de imortalidade e passagem direta ao Céu, corpo e alma, quando a vida deles no Éden seria completada de acordo com o plano de Deus.

Adão e Eva perderam o Dom da Vontade Divina

Tendo sido dado tudo: existência, vida, paraíso, saúde perfeita, liberdade de todo mal, o Reino do Pai reinando em suas almas, a promessa de imortalidade e uma eternidade futura de felicidade no céu, era o direito de seu Criador que lhes pedisse um pequeno teste de fidelidade e gratidão por uma demonstração excessiva do Amor Divino. Esse pequeno teste era simplesmente obedecer ao mandamento de Deus de não tocar ou comer o fruto de uma árvore no Jardim do Éden – a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.

Esses dois pais da raça humana, Adão e Eva, falharam nesse pequeno teste, preferindo sua própria vontade à vontade de seu Pai Celestial. Tendo rejeitado a mais generosa benevolência de seu Pai e Criador, incluindo o insuperável Dom da Divina Vontade, eles perderam essa herança divina que Deus desejava para eles e para todos os seus filhos, e os Portões do Céu foram fechados.

A Divina Misericórdia prometeu a Adão e Eva que um Redentor viria reabrir as Portas do Céu, mas eles e seus filhos estariam sujeitos à morte, doenças e males de todo tipo. Adão reteve certa medida de seu conhecimento original e infuso da Divina Vontade; isso foi útil para as novas, mas fracas gerações, vindas de Adão e Eva e seus filhos e filhas. Mas depois de aproximadamente 2000 anos, a moralidade da raça humana se deteriorou a tal ponto que Deus achou necessário renovar o mundo com o Castigo do Dilúvio, poupando apenas o fiel Noé, sua esposa, seus três filhos e suas esposas.

Aquele minúsculo remanescente de oito pessoas regenerou a raça humana, e a população de homens cresceu constantemente conforme aprendemos com o Antigo Testamento. Entre a população humana surge Abraão, os israelitas, Moisés, a quem Deus dá os Dez Mandamentos; e depois de aproximadamente 2000 anos desde o Dilúvio, Deus renova o mundo novamente, mas com o Precioso Sangue de seu Filho, o Verbo Encarnado, Jesus.

A segunda pessoa da Santíssima Trindade criou sua própria mãe. Maria foi concebida imaculadamente, mas para ser a Mãe de Deus, exigia-se ainda mais. Ela foi dotada com o Supremo Dom da Divina Vontade que proporcionou a ela a Divina Fecundidade para uma missão única e sublime. Com conhecimento infuso no momento de sua Imaculada Conceição, foi-lhe mostrada a criação de Adão e Eva, suas vidas iniciais na Vontade Divina e como eles perderam o Maior dos Dons, escolhendo livremente fazer sua própria vontade e desobedecer a Deus. Naquele momento, ela prometeu solenemente a Deus que nunca faria sua própria vontade. Ela manteve sua promessa durante toda a sua vida como Mãe e Rainha da Divina Vontade.

 

A Promessa da Restauração do Reino da Divina Vontade à Humanidade e o Retorno do Homem ao seu Estado Original

A Oração do Senhor ao Pai para que o seu Reino venha é parte do Depósito da Fé, que foi completado com o último Apóstolo, São João.

A explicação desta oração é a ação do Espírito Santo na Igreja. Ele faz isso à sua maneira e ao seu tempo. Ele o faz através de inspiração particular, através de comentários de teólogos, por catecismos aprovados pelo Magistério da Igreja, como o Catecismo Romano, após o Concílio de Trento e o Catecismo da Igreja Católica, após o Concílio Vaticano II.

O Espírito Santo frequentemente escolhe dar maior clareza às doutrinas contidas no Depósito da Fé nos estágios posteriores da história e desenvolvimento da Igreja. Um exemplo disso é a compreensão mais perfeita da Eucaristia no século XIII, através do conhecimento dados a São Tomás de Aquino e aceitos pelo Magistério.

Isto é o que ocorreu quanto ao entendimento da oração do “Pai Nosso”. Essa não é somente a mais importante das orações, compreendida por nós de forma sem precedentes nos 36 volumes do “Livro do Céu”, mas Nosso Senhor e o Espírito Santo explicam o raciocínio divino de reter essa grande clareza até estes tempos.

Quando Jesus ensinou o “Pai nosso” aos seus apóstolos e pediu-lhes que o ensinassem aos outros, Ele queria que todos orassem por aquilo que é o mais importante para Ele – que ao nome de seu Pai fosse dado todo respeito e toda honra e que o Reino do Pai viesse (isto é, fosse restaurado para as almas dos homens na terra como foi em Adão e Eva no princípio), para que Sua Vontade pudesse ser novamente feita na terra como é feita no Céu. No entanto, o mistério de como a Vontade de Deus é feita no Céu nunca foi devidamente explicado – isto é, até agora, nos escritos de Luísa Piccarreta.

Desde o tempo da queda de Adão até a Imaculada Conceição de Maria, ninguém poderia fazer a Vontade de Deus como é feita no Céu, porque ninguém possuía o Dom da Divina Vontade até Maria. E depois de sua Assunção ao Céu, ninguém mais pôde fazer a Vontade de Deus como no Céu pela mesma razão – isto é, até que o Pai concedesse a Oração de Seu Filho em Luísa Piccarreta dando a ela o Dom da Divina Vontade!

Os santos antes de Luísa fizeram a Vontade de Deus como é feita na terra, mas não como é feita no Céu. A razão é simples agora que Jesus e o Espírito Santo nos deram a explicação nas páginas do “Livro do Céu”, escrito por Luísa por obediência, não apenas a Nosso Senhor, mas aos Sacerdotes designados pela Igreja para guiá-la nesta grande missão.

Nosso Pai Celestial abriu as portas para a humanidade retornar à Ordem, ao Lugar e ao Propósito para o qual fomos criados, exatamente como Ele fez no princípio com Adão e Eva. Ele escolheu abrir essas portas através de uma pessoa na terra, Luísa Piccarreta, e dela para todos os que estão dispostos e querem participar deste Caminho Divino de Vida.

O Dom da Divina Vontade está disponível aos pedidos, e Deus tem a intenção de dá-lo a quem verdadeiramente quer este Dom e está disposto a deixar de lado sua própria vontade para deixar a Divina Vontade reinar em sua alma. Tudo isso é explicado nos escritos do “Livro do Céu”, que foi aprovado (julho de 2010) pelos teólogos designados pelo Vaticano para examinar todos os 36 volumes deste livro, escrito no Céu e depois comunicado à Igreja e à humanidade através da vida de Luísa Piccarreta, que colocou tudo no papel durante um período de 40 anos, enquanto estava confinada ao seu leito pela misteriosa ação da Divina Providência.

Luísa subsistiu quase inteiramente da Sagrada Eucaristia e voluntariamente sofreu as dores dos estigmas na carne e na alma. Luísa mal teve uma educação de primeiro grau, mas os teólogos estão impressionados com a sublimidade desses escritos, chamados por Jesus de Manifestação do Reino da Divina Vontade. Isso é que os cristãos têm rezado durante os últimos 2000 anos – e isso está acontecendo agora em nosso tempo.

Parece estranho que Deus esteja dando um Dom tão grande nestes tempos tão perversos, mas nós lemos na Epístola de São Paulo aos Romanos que “onde abundou o pecado, superabundou a graça”. E o “Livro do Céu” nos diz que os tempos atuais do mal logo passarão de maneira dramática, dando lugar a um novo tempo de santidade e felicidade nunca antes visto. “Nenhuma outra forma de santidade se aproxima, ainda que remotamente, da santidade de viver na Vontade Divina”, disse Jesus a Luísa.

Hoje, existem milhares de almas nas Américas, na Europa, na Austrália, na Ásia, na África e até nas selvas da Nova Guiné, que estão entrando no Reino de nosso Pai Celestial, enquanto ainda estão aqui na Terra. Eles estão permitindo que a Vontade Divina os traga de volta ao propósito original da Criação e ao estado original de Adão e Eva. Oh! Que vida maravilhosa e feliz é essa! E que Eternidade aguarda as almas que vivem a Vida do Céu enquanto estão ainda na terra, no que Jesus chama de “modo conquistador” da Vida na Divina Vontade; e então passam para o “modo de desfrutar” da Vida na Divina Vontade no Céu, onde estarão com Deus como Atores, bem como espectadores de alegrias sempre novas e eternas.

Thomas Fahy (Foto: arquivo)

 

 

(Thomas Fahy é fundador e presidente do Centro Luísa Piccarreta para a Divina Vontade de Jacksboro, EUA).