“Durante toda a sua vida e até sua última provação, quando Jesus, seu filho, morreu na cruz, sua fé não vacilou. Maria não deixou de crer no cumprimento da Palavra de Deus” (CIC 149).

Em todos os relatos que lemos e ouvimos sobre a vida de Maria é justamente isso que percebemos: a sua fé e confiança constantes. Em toda a sua vida não houve somente uma situação difícil e perigosa, mas sim, muitas. Grávida, Maria podia ser apedrejada conforme a lei e a cultura da época; pronta a dar à luz a Jesus, não tinha sequer um teto para cobri-la; com o filho pequeno, teve que fugir pois o procuravam para matar! Maria atravessou o deserto com o pequeno Jesus em seus braços. Será possível imaginar com quanto amor ela o segurava? Ela tinha que proteger o seu filho, antes, o Filho de Deus.

Havia um plano para aquele menino e ela, humana e cheia de graça, resignava-se com alegria à Vontade do Pai. Frágil, ela tinha a Divina Vontade como força e sustento, como sua própria vida. Das resumidas situações da vida de Maria descritas aqui, de todas o Senhor a livrou por seu plano, sua providência; em muitas, pela presença amorosa daquele santo homem ao seu lado, José.

Em sua última provação, a morte daquele mesmo menino feito homem, seu filho, ela não vacilou, atesta o Catecismo. E por quê? Ela continuava confiante; a sua missão continuaria. As palavras do filho na cruz dizia-lhe que tudo não acabava ali: “Minha mãe, confio-te todos os meus filhos; todo amor que sentes por mim, sente-o também por eles; todos os cuidados e ternuras maternas sejam para os meus filhos, tu os salvarás a todos para Mim” (As 24 Horas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo – 21ª.Hora).

Nossa Senhora, mãe de Jesus e nossa! Nasceu, cresceu e viveu para ser o cuidado materno de Deus em sua vontade para a humanidade. Mãe, corredentora! Assim a Igreja ensina. Assunta, levada ao Céu, não para de cuidar. Tudo para que também nós amemos o seu Filho e acreditemos n’Ele.

Certamente Maria sentiu medo; porém, podemos imaginar quantas vezes em sua vida ela pronunciou o seu “Fiat! Faça-se em mim segundo a tua vontade”! Por isso,  deixemo-nos ser conduzidos por ela ao amor e à vontade Deus, para que pronunciando o nosso Fiat, ao final, possamos dizer: “Sei em quem acreditei!”