Somos chamados a participar intimamente da vida divina!

“O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus”. Quantas vezes ouvimos esta afirmação ao longo de nossa vida? Já na catequese nos ensinaram esta verdade. Porém, sobre este e outros fundamentos, muitos passam a vida sem refletir no que, de fato, significam.

O Catecismo da Igreja Católica ensina que o homem é a glória do Criador; dotado de liberdade, é chamado a participar intimamente da vida divina. Deus deu-lhe dons, revestiu-o de força, cumulou-o de saber e inteligência, constituiu-lhe uma amizade com seu Criador e harmonia consigo mesmo e com a criação. Esta narrativa refere-se senão à nossa origem, à nossa vocação, ao plano amoroso de Deus para a humanidade. Porém, nos reconhecemos neste contexto?

O Catecismo nos esclarece que com o pecado original o homem privou-se da graça santificante. E “na lógica do pecado, que é a recusa da vontade de Deus, doador deste dom, está implicada a perda da graça (São João Paulo II). Mas o plano do Pai já contemplava a nossa redenção. “Pela sua paixão, Cristo livrou-nos de Satanás e do pecado e mereceu-nos a vida nova no Espírito Santo. A sua graça restaura o que o pecado tinha deteriorado em nós”(CIC §1708).

O sacramento do Batismo atesta-nos a pertença a Deus. Continuamos chamados a “compartilhar, pelo conhecimento e pelo amor, a vida de Deus (§356). Porém, esta “relação íntima e vital que une o homem a Deus pode ser esquecida, desconhecida e até explicitamente rejeitada pelo homem (CIC §29)… mas nunca por Deus!

Pensemos, portanto: Já fomos restaurados; é a nossa vontade, porém, que insiste em nos manter afastados do Plano Perfeito.

Retornemos a Deus, afinal, somos Seus filhos, herdeiros, portadores de Sua essência, de Seu Sopro, obra de Suas mãos, saídos de Seu Coração, de Sua Santíssima Vontade!

Fiat!

Texto: Eliane Donaire